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	<title>BlindTalk</title>
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	<description>— consultas de psicologia online</description>
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	<title>BlindTalk</title>
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		<title>Neuropsicologia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Filipa Lourenço]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 Sep 2023 10:20:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Neuropsicologia]]></category>
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					<description><![CDATA[No ritmo em que vivemos atualmente a plenitude da funcionalidade das nossas capacidades cognitivas são determinantes para o sucesso e bem-estar, tanto nos adultos como nas crianças e adolescentes.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>No ritmo em que vivemos atualmente a plenitude da funcionalidade das nossas capacidades cognitivas são determinantes para o sucesso e bem-estar, tanto nos adultos como nas crianças e adolescentes.</p>
<p><strong>O que é a Neuropsicologia? </strong></p>
<p>A Neuropsicologia é uma neurociência que estuda as relações entre o funcionamento cerebral e o comportamento. Tendo como foco o estudo das funções cognitivas, que são os processos mentais mais elaborados da espécie humana, como o pensamento, a linguagem, a memória, a atenção, a perceção, a motricidade e as funções executivas, ou seja, a capacidade de organizar, planear, a estratégia e a flexibilidade mental. Contudo, a Neuropsicologia também estuda as consequências do funcionamento cerebral sobre a regulação emocional, não só porque as perturbações sensoriais, psicomotoras ou cognitivas, provocam, frequentemente, alterações psicoafetivas como também as perturbações do sono e a ansiedade.</p>
<p>A Neuropsicologia Pediátrica tem por objetivo identificar precocemente alterações no desenvolvimento cognitivo e comportamental das crianças e adolescentes e tornou-se uma das especialidades essenciais nas consultas de saúde infantil.</p>
<p>Quando pode ser essencial a consulta de Neuropsicologia?</p>
<p>A consulta de Neuropsicologia surge, muitas vezes, quando alguma função cognitiva não corresponde às nossas exigências e necessidades, sejam pessoais, profissionais ou académicas.</p>
<p>A neuropsicologia destina-se aos casos em que, por exemplo, as dificuldades de memória ou de atenção e concentração começam a condicionar o dia-a-dia ou impendem que se atinjam diversos objetivos essenciais.</p>
<p>Nas crianças e adolescentes, uma consulta de neuropsicologia é fundamental para se identificarem as razões de determinadas dificuldades de aprendizagem, sejam elas relacionadas com a leitura e a escrita, com a memória ou com a atenção e concentração.</p>
<p>As alterações do comportamento, frequentemente, têm origem na dificuldade de autorregulação emocional e no anormal funcionamento cerebral.</p>
<p>Mas para uma adequada identificação destas problemáticas é necessária a utilização de provas neuropsicológicas e/ou escalas de avaliação do desenvolvimento de forma a acedermos ao perfil de desenvolvimento mental e ao funcionamento cognitivo do adulto bem como da criança e do adolescente.</p>
<p>A importância dos resultados de uma avaliação neuropsicológica incide, principalmente, na possibilidade de prevenção e identificação precoce de alterações do neurodesenvolvimento e do funcionamento cognitivo. Tendo como principal objetivo a intervenção neuropsicológica, onde deve ser delineado um plano individual de intervenção que combine as estratégias e os métodos de acordo com as necessidades de cada pessoa para ultrapassar ou minimizar as suas dificuldades.</p>
<p>Desta forma, a Neuropsicologia pode contribuir para a otimização do potencial cognitivo bem como para o restabelecimento de rotinas perdidas ou para a adaptação de novos métodos de aprendizagem.</p>
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		<title>O Processo de Luto</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Inês Lopes Marques]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Sep 2023 15:36:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Psicoterapia]]></category>
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					<description><![CDATA[ Em toda a nossa vida, passamos pela experiência do luto — afinal, este faz parte do nosso desenvolvimento enquanto pessoas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O luto é uma resposta normal e natural à perda de alguém ou de algo que é importante para nós. Esta perda é um processo complexo e multifacetado que pode ter um impacto significativo no nosso bem-estar emocional, físico e social.</p>
<p>Este processo pode manifestar-se de diversas formas e não existe uma maneira «certa» de sofrer.</p>
<p>Algumas pessoas podem sentir emoções intensas, como tristeza, raiva ou culpa, embora outras possam sentir-se anestesiadas ou desconectadas em relação às emoções que sentem. Podem também surgir sintomas físicos, como fadiga, perturbações do sono ou alterações no apetite.</p>
<p>Este processo pode tornar-se ainda mais complicado devido a fatores relacionados com a natureza da perda, o relacionamento do indivíduo com a pessoa ou coisa que foi perdida e a estrutura de apoio de que o individuo dispõe, entre outras. Por exemplo, o luto pode ser mais difícil de processar se a perda foi repentina, inesperada ou traumática, ou se o indivíduo teve um relacionamento complicado ou conflituoso com a pessoa que morreu.</p>
<p>O luto é um processo que se desenvolve ao longo do tempo e onde podem existir diferentes estágios, incluindo negação, raiva, revolta, depressão e aceitação. No entanto, é importante observar que nem todos passarão por todos eles e que podem não ocorrer numa ordem linear ou previsível.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O acompanhamento psicológico pode desempenhar um papel importante na travessia do processo de luto. A terapia pode ajudar a:</p>
<p>— compreender e aceitar os sentimentos de tristeza, raiva, culpa, solidão e outras emoções que podem surgir durante o processo de luto;</p>
<p>— lidar com a dor emocional associada à perda;</p>
<p>— identificar e processar pensamentos e sentimentos em relação à pessoa que faleceu;</p>
<p>— encontrar maneiras saudáveis de lidar com o stress e a ansiedade associados à perda;</p>
<p>— desenvolver estratégias para lidar com os desafios da vida diária, como enfrentar datas importantes, atividades que costumavam ser realizadas em conjunto com a pessoa que faleceu, identificar e desafiar pensamentos e crenças desnecessárias que podem estar a potenciar a sua dor;</p>
<p>— encontrar significado e propósito na sua vida após a perda.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em alguns casos, estes sentimentos podem-se transformar em depressão.</p>
<p>A depressão após a perda de alguém pode manifestar-se de várias maneiras, incluindo:</p>
<p>— sentimentos de tristeza e desespero que não melhoram com o tempo;</p>
<p>— falta de interesse em atividades que antes eram prazerosas;</p>
<p>— dificuldade em dormir ou dormir em demasia;</p>
<p>— falta de energia e fadiga constante;</p>
<p>— dificuldade em concentrar-se ou tomar decisões;</p>
<p>— alterações no apetite ou no peso;</p>
<p>— sentimentos de culpa ou inutilidade;</p>
<p>— pensamentos de morte ou suicídio.</p>
<p>Se estiver perante estes sintomas após a perda de alguém, é importante procurar ajuda profissional. Um profissional de saúde mental pode ajudar a determinar se esses sintomas são causados por uma depressão e fornecer um tratamento apropriado. Afinal, a terapia pode ajudar a pessoa enlutada a lidar com as suas emoções e a desenvolver estratégias para lidar com a dor emocional.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Quero, Posso e Mando!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Bruno Braz]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Sep 2023 15:26:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Psicoterapia]]></category>
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					<description><![CDATA[ Em toda a nossa vida, passamos pela experiência do luto — afinal, este faz parte do nosso desenvolvimento enquanto pessoas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>É importante recordar que todas as crianças põem à prova as regras e as ordens impostas pelos pais, particularmente se, no passado, estas não tiverem sido aplicadas de forma consistente. As crianças só podem aprender que se espera delas um bom comportamento, se constatarem que o comportamento incorreto sofre consequências sistemáticas. A investigação refere que as crianças desobedecem aos pais em cerca de 30 por cento das vezes. As crianças pequenas protestam, gritam e fazem birra quando lhes tiram um brinquedo ou as proíbem de fazer algo que desejam. As crianças em idade escolar, por seu lado, também reagem mal e protestam quando lhes proíbem uma atividade ou recusam um objeto. É um comportamento normal, uma expressão saudável da necessidade de independência e autonomia da criança. Lembre-se de que os seus filhos estão apenas a testar as suas regras para ver se é consistente na sua aplicação. Se não for, então, da próxima vez, irão provavelmente elevar o teste.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Dar ordens de forma eficaz não pressupõe que se seja autoritário ou rígido. Devemos pensar bem antes de dar uma ordem, para ter a certeza de que é necessária e de que estamos preparados para aplicar as consequências. É importante encontrar um equilíbrio entre as escolhas da criança e as regras do adulto. Por vezes, é possível envolver os seus filhos na decisão sobre uma determinada regra, funcionando melhor com crianças com mais de 4 anos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Caso não alteremos a nossa atuação com as nossas crianças, estas podem desenvolver perturbações disruptivas, do controlo dos impulsos e do comportamento, que incluem problemas de autocontrolo das emoções e dos comportamentos. Sendo um padrão frequente e persistente de humor zangado/irritável, comportamento conflituoso/desafiante e, por vezes, comportamento vingativo. Esta sintomatologia pode estar confinada a um contexto, sendo o mais frequente a sua casa. No entanto, em casos mais graves, os sintomas poderão estar presentes em vários contextos. Pode, na fase da adolescência, remeter para problemas de comportamentos de risco, ideação suicida, depressão, comportamentos auto-lesivos e delinquência.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Caso se reveja neste tipo de situações, não hesite em contactar-me.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Cuide de si, cuide da sua saúde mental.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Voz da Ausência</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joana Barbosa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Sep 2023 15:07:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Psicoterapia]]></category>
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					<description><![CDATA[ Em toda a nossa vida, passamos pela experiência do luto — afinal, este faz parte do nosso desenvolvimento enquanto pessoas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong> </strong>Em toda a nossa vida, passamos pela experiência do luto — afinal, este faz parte do nosso desenvolvimento enquanto pessoas.</p>
<p>Mas o que é, realmente, o luto? O luto é um processo para lidar com uma perda, uma ausência de alguém ou de algo, e é tão único quanto pessoal. Cada luto é diferente do outro, até na mesma pessoa, dependendo da sua história de vida, do contexto em que está inserida e dos apoios que têm à disposição. Este pode ter uma valência emocional positiva ou negativa, seja o sentimento de alívio por terminar uma relação tóxica, seja, por outro lado, a presença de um enorme sofrimento pela perda, que nos faz doer o peito e chorar até ficar sem ar.</p>
<p>E quanto tempo tem o luto? O tempo de cada um. No fundo, o tempo de que necessitar para sentir tudo o que quer. O tempo da dor não é o tempo do relógio, e pode demorar até que surja o sentimento de saudade boa, com recordações felizes.</p>
<p>O luto é também partilhado com quem o(a) rodeia, uma vez que a variabilidade de resposta no luto está relacionada com os recursos que cada pessoa tem (e que podemos utilizar como mais-valia na nossa intervenção). Aprendemos que o que acontece antes da morte de alguém tem uma grande influência na forma como este luto é vivenciado, por isso, este apoio é crucial. Se houver uma preparação, uma despedida, conseguimos intervir para que exista uma melhor rede de suporte, guiá-lo(a) e ouvi-lo(a).</p>
<p>Aprendemos que o processo de luto se organiza em cinco estágios: a negação, em que a perda ainda não integrou a realidade e a ideia da perda é rejeitada; a revolta/raiva, onde sente a ausência e quer culpar a pessoa que já não está presente; a negociação, que reside em querer fazer algo em troca do regresso dessa pessoa; a depressão, onde sente que a ausência é definitiva; e a aceitação, onde consegue viver sem essa pessoa e quebrar o vínculo emocional, integrando essa perda como definitiva. É importante perceber que este processo não é linear: pode haver avanços e recuos, e fases que ocorrem em simultâneo.</p>
<p>É aqui que nós, psicólogos, entramos, orientando e apoiando neste processo, intervindo em cada etapa de uma maneira pessoal e intransmissível, e deixando que esta guie o ritmo da intervenção.</p>
<p>Nesta intervenção, temos de desconstruir o mundo imaginário que possa ter sido construído com os condicionais — os famosos «E se», acompanhando-o(a) no processo de perceber a ausência como real e enfrentar a irreversibilidade da perda; ajudá-lo(a) a adaptar-se à nova realidade sem a presença da outra pessoa, aprendendo a viver sem ela; e ajudar a encontrar as suas próprias estratégias para voltar a ser feliz, provando que existe muito mais à sua volta e que vale a pena viver.</p>
<p>No fim, o luto vira saudade — uma saudade boa, com um sorriso, onde terminamos a nossa intervenção.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Terapia Afirmativa: Minorias Sexuais</title>
		<link>https://blindtalk.loadhtl.com/2023/09/13/terapia-afirmativa-minorias-sexuais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luís Pinheiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Sep 2023 14:00:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LGBTQIA+]]></category>
		<category><![CDATA[Psicoterapia]]></category>
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					<description><![CDATA[Vivemos numa era de absoluta desconexão, embora estejamos cada vez mais ligados e «conectados» através do universo online.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div data-parent="true" class="vc_row row-container" id="row-unique-0"><div class="row limit-width row-parent"><div class="wpb_row row-inner"><div class="wpb_column pos-top pos-center align_left column_parent col-lg-12 single-internal-gutter"><div class="uncol style-light"  ><div class="uncoltable"><div class="uncell no-block-padding" ><div class="uncont"><div class="uncode_text_column" ><p>A terapia afirmativa é um tipo de abordagem terapêutica que busca apoiar e fortalecer as identidades de pessoas pertencentes a grupos sociais minoritários (como, por exemplo, LGBTQIA+) que procuram ajuda.</p>
<p>Nos casos dos indivíduos que se identificam com alguma(s) dessas populações LGBTQIA+, a terapia afirmativa firmar-se-á na compreensão de que a orientação sexual, a identidade de género, assim como a expressão de género, são características centrais da identidade de um indivíduo, e que as dificuldades enfrentadas por esses são frequentemente provocadas por preconceitos e estigmas de carácter socioculturais.</p>
<p>Em Portugal, a terapia afirmativa para pessoas LGBTQIA+ é um tema pouco discutido, ainda que haja cada vez mais profissionais de saúde mental que procuram formar-se adequadamente e passar, assim, a aprimorar as suas práticas nessa área. Atualmente, ainda é comum que pessoas LGBTQIA+ sofram discriminação, violência e exclusão no seu dia-a-dia, o que pode levar a problemas emocionais e de saúde mental.</p>
<p>Nesse sentido, a terapia afirmativa apresenta-se como um importante instrumento de auxílio às pessoas LGBTQIA+, fornecendo um ambiente seguro e solidário para a exploração das suas identidades de género e/ou orientações sexuais. O objetivo é ajudar esses pacientes a desenvolver uma compreensão mais profunda de si mesmos e a construir relacionamentos mais saudáveis ​​com as suas famílias, amigos e parceiros/as/es.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>E como funciona? </strong></p>
<p>Uma das principais abordagens da terapia afirmativa é a validação. Isso significa que o terapeuta reconhece e valida a orientação sexual e a identidade de género do paciente, ajudando-o a sentir-se compreendido e aceite. Essa forma de abordagem é essencial, visto que muitos pacientes LGBTQIA+ enfrentam, todos os dias, rejeição e invalidação e, consequentemente, sentem-se inseguros ou desconfiados em relação a qualquer profissional de saúde mental que não esteja preparado para sair da neutralidade e debruçar-se sobre as especificidades deste grupo.</p>
<p>Além da validação, a terapia afirmativa também pode incluir outras técnicas, como a terapia cognitivo-comportamental (TCC), a terapia narrativa, ou a terapia sistémica. Essa última poderá ajudar o individuo a perceber como os sistemas em que está integrado contribuíram para o desenvolvimento de uma possível identidade negativa de si próprios, ou seja, como o facto de terem nascido e desenvolvido numa sociedade tendencialmente machista, homofóbica e transfóbica, contribuiu em grande parte para o desenvolvimento de uma identidade negativa sobre si.</p>
<p>Em geral, a terapia afirmativa é uma abordagem compassiva e empática que procura ajudar as pessoas LGBTQIA+ a sentirem-se mais seguras, saudáveis e satisfeitas. É importante ressaltar que, embora a terapia afirmativa seja centrada na identidade LGBTQIA+, ela não é exclusiva para pessoas LGBTQIA+. Qualquer pessoa que se sinta marginalizada, oprimida ou invalidada poderá beneficiar desta abordagem terapêutica.</p>
<p>Se é uma pessoa LGBTQIA+ que procura ajuda terapêutica, é importante procurar um profissional que tenha experiência e conhecimento sobre questões de género e de sexualidade. Também é importante que se sinta confortável e seguro com seu terapeuta e que sinta que ele ou ela o/a ouve e o/a respeita.</p>
<p>Em resumo, a terapia afirmativa é uma abordagem terapêutica essencial para promover a saúde mental e o bem-estar das pessoas LGBTQIA+. Ao procurar ajuda terapêutica, estas podem encontrar o apoio e o cuidado de que necessitam para superar as dificuldades que enfrentam diariamente, assim como para viver as suas vidas com mais confiança, autoestima e resiliência.</p>
<p>
</div></div></div></div></div></div><script id="script-row-unique-0" data-row="script-row-unique-0" type="text/javascript" class="vc_controls">UNCODE.initRow(document.getElementById("row-unique-0"));</script></div></div></div>
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			</item>
		<item>
		<title>Fazer Terapia de Casal: uma Batalha de Amor e Cura</title>
		<link>https://blindtalk.loadhtl.com/2023/09/13/fazer-terapia-de-casal-uma-batalha-de-amor-e-cura/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mafalda Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Sep 2023 13:45:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Relação]]></category>
		<category><![CDATA[Sexologia]]></category>
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					<description><![CDATA[Vivemos numa era de absoluta desconexão, embora estejamos cada vez mais ligados e «conectados» através do universo online.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div data-parent="true" class="vc_row row-container" id="row-unique-1"><div class="row limit-width row-parent"><div class="wpb_row row-inner"><div class="wpb_column pos-top pos-center align_left column_parent col-lg-12 single-internal-gutter"><div class="uncol style-light"  ><div class="uncoltable"><div class="uncell no-block-padding" ><div class="uncont"><div class="uncode_text_column" ><p>Crescemos a ouvir que uma história feliz acaba em «E viveram felizes para sempre». Mas quando crescemos e passamos a ser adultos com relações sérias, que vivem numa realidade e não em histórias ou contos de fadas, percebemos que o «viveram felizes para sempre» não é o final da história. Viver feliz, num relacionamento saudável, é um trabalho diário e muitas vezes mutável e instável.</p>
<p>Vendo por este prisma, é fácil de perceber a nossa relutância em procurar ajuda e terapia de casal quando as nuvens escuras das discussões e dos conflitos se aproximam — tal qual uma tempestade — do nosso relacionamento.</p>
<p>A terapia de casal, embora seja uma ferramenta poderosa para resolver problemas conjugais, enfrenta uma barreira significativa: a resistência emocional e social que impede muitos casais de procurarem o apoio necessário.</p>
<p>No entanto, se queremos uma relação saudável, é essencial olhar para a procura de ajuda terapêutica como um ato corajoso e um investimento valioso no fortalecimento e na revitalização do relacionamento, para que seja possível redescobrir a felicidade de estarem juntos.</p>
<p>Para ultrapassar essas dificuldades, é importante termos atenção aos seguintes pontos:<br />
— reconhecer a necessidade de ajuda — conseguir ultrapassar determinados obstáculos por conta própria nem sempre é possível, sendo fundamental reconhecermos quando a situação está além das nossas habilidades;<br />
— estar na mesma página — os membros do casal têm de estar dispostos a procurar ajuda para conseguirem alcançar a felicidade no relacionamento. A terapia de casal é um processo colaborativo, onde ambos os parceiros têm a oportunidade de crescer e se desenvolver, individualmente e em conjunto;<br />
— aceitar a batalha de cura — a terapia de casal envolve autorreflexão e exploração de dinâmicas e padrões negativos que podem estar a afetar o relacionamento. Isto requer honestidade, vulnerabilidade e disposição para fazer mudanças;<br />
— reconhecer a importância da comunicação — um dos principais objetivos da terapia de casal é melhorar a comunicação no relacionamento. Assim, é trabalhado o desenvolvimento de habilidades de comunicação saudáveis, com foco na clareza e no respeito mútuo, incentivando a escuta ativa e a empatia;<br />
— reconstruir a conexão — durante a terapia de casal, são propostos alguns exercícios e atividades para alcançar a reconexão do casal, com vista a fortalecer a sua intimidade e confiança mútua.<br />
Depois de ter em conta estes pontos, procurar ajuda em terapia de casal não é um sinal de fraqueza, mas sim de coragem e compromisso em salvar o nosso «viveram felizes para sempre». É uma oportunidade de explorar questões profundas (talvez nunca exploradas), desenvolver habilidades de comunicação e reconstruir a conexão emocional. Com a terapia de casal, ambos podem embarcar numa jornada de amor e cura, e encontrar a felicidade compartilhada que tanto desejam.</p>
<p>Não hesite em procurar ajuda: o amor e a cura estão a um passo de distância.</p>
</div></div></div></div></div></div><script id="script-row-unique-1" data-row="script-row-unique-1" type="text/javascript" class="vc_controls">UNCODE.initRow(document.getElementById("row-unique-1"));</script></div></div></div>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Porque é tão importante cuidarmos de nós próprios?</title>
		<link>https://blindtalk.loadhtl.com/2023/09/13/porque-e-tao-importante-cuidarmos-de-nos-proprios/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Micaela Jorge]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Sep 2023 13:27:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Psicoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde Mental]]></category>
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					<description><![CDATA[É urgente abandonar o mito de que a procura de um psicólogo só deve surgir quando nada mais resultou — quando já tentámos conversar com aqueles que nos são próximos, já realizámos todos os rituais de autocuidado que lemos na internet, já seguimos todas as «receitas» dos outros, quando sentimos que já não aguentamos mais. É assustador perceber que muitas das pessoas que nos procuram em consulta só o fazem como recurso de «fim de linha».]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div data-parent="true" class="vc_row row-container" id="row-unique-2"><div class="row limit-width row-parent"><div class="wpb_row row-inner"><div class="wpb_column pos-top pos-center align_left column_parent col-lg-12 single-internal-gutter"><div class="uncol style-light"  ><div class="uncoltable"><div class="uncell no-block-padding" ><div class="uncont"><div class="uncode_text_column" ></p>
<p class="Standard" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph; line-height: 150%;"><span lang="PT" style="font-family: 'Verdana',sans-serif;">Já pensou que nos esquecemos, muitas vezes, de cuidar de alguém muito importante? Exatamente: de nós mesmos. Chama-se a isso «autocuidado».</span></p>
<p class="Standard" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph; line-height: 150%;"><span lang="PT" style="font-family: 'Verdana',sans-serif;"><br />
O autocuidado envolve todas as atividades que, normalmente, escolhemos fazer e que ajudam a manter ou a melhorar o nosso bem-estar físico e psicológico, aumentando a nossa produtividade, a nossa energia, a nossa confiança e a nossa autoestima.<br />
Existem diferentes tipos de autocuidado? Claro. O autocuidado físico, como dormir, descansar, praticar atividade física, ter uma alimentação saudável; o emocional, que se baseia no auto-perdão e na autocompaixão, na coragem e na positividade; o social, que integra pedir ajuda, dar e receber, ser ouvido/a e ter relações saudáveis; e, por fim, o intelectual, que envolve meditar, desfrutar do silêncio, ler ou estudar. Por mais que façam parecer o oposto, o autocuidado é muito mais do que a nossa simples rotina matinal.</span></p>
<p class="Standard" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph; line-height: 150%;"><span lang="PT" style="font-family: 'Verdana',sans-serif;">Na verdade, podemos associar ao autocuidado à nossa autoestima. Esta última é a imagem e a opinião, positiva ou negativa, que cada um tem e faz de si mesmo. Construída a partir das experiências pessoais, das emoções, das crenças, dos comportamentos, da autoimagem e da imagem que os outros têm sobre nós, a autoestima, assim como o autocuidado, desempenham um papel muito importante em diversas áreas das nossas vidas. Ter uma boa autoestima pode afetar não só a forma como cada um se sente e vê, como também a forma como o outro nos trata. E ter uma autoestima positiva motiva-nos a não duvidarmos, nunca, do nosso próprio valor.<br />
</span></p>
<p>
</div></div></div></div></div></div><script id="script-row-unique-2" data-row="script-row-unique-2" type="text/javascript" class="vc_controls">UNCODE.initRow(document.getElementById("row-unique-2"));</script></div></div></div>
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		<title>O fim da linha</title>
		<link>https://blindtalk.loadhtl.com/2023/03/20/o-fim-da-linha/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sara Madeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Mar 2023 16:07:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Psicoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde Mental]]></category>
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					<description><![CDATA[É urgente abandonar o mito de que a procura de um psicólogo só deve surgir quando nada mais resultou — quando já tentámos conversar com aqueles que nos são próximos, já realizámos todos os rituais de autocuidado que lemos na internet, já seguimos todas as «receitas» dos outros, quando sentimos que já não aguentamos mais. É assustador perceber que muitas das pessoas que nos procuram em consulta só o fazem como recurso de «fim de linha».]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div data-parent="true" class="vc_row row-container" id="row-unique-3"><div class="row limit-width row-parent"><div class="wpb_row row-inner"><div class="wpb_column pos-top pos-center align_left column_parent col-lg-12 single-internal-gutter"><div class="uncol style-light"  ><div class="uncoltable"><div class="uncell no-block-padding" ><div class="uncont"><div class="uncode_text_column" ></p>
<p class="Standard" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph; line-height: 150%;"><span lang="PT" style="font-family: 'Verdana',sans-serif;">É urgente abandonar o mito de que a procura de um psicólogo só deve surgir quando nada mais resultou — quando já tentámos conversar com aqueles que nos são próximos, já realizámos todos os rituais de autocuidado que lemos na internet, quando já seguimos todas as «receitas» dos outros —, quando sentimos que já não aguentamos mais. É assustador perceber que muitas das pessoas que nos procuram em consulta só o fazem como recurso de «fim de linha».</span></p>
<p class="Standard" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph; line-height: 150%;"><span lang="PT" style="font-family: 'Verdana',sans-serif;"><br />
Não quero com isto dizer que conversar, estabelecer relações significativas e procurar o autocuidado não possa ser algo positivo — é, inevitavelmente, algo que devemos ter sempre presente como passos necessários para a manutenção da nossa saúde psicológica.</span></p>
<p class="Standard" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph; line-height: 150%;"><span lang="PT" style="font-family: 'Verdana',sans-serif;"><br />
É necessário que a psicoterapia passe a ser encarada também como ação preventiva e não apenas como última reação a momentos de crise, de tristeza profunda e de sofrimento psicológico.</span></p>
<p class="Standard" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph; line-height: 150%;"><span lang="PT" style="font-family: 'Verdana',sans-serif;"><br />
E se for necessário usar a metáfora da linha, então que encaremos a consulta de psicologia como a linha condutora para chegarmos mais perto de nós, como a «linha de vida» que nos devolve a nós próprios em todo o nosso potencial. Que sejamos responsáveis por desatar os nós que encontramos, para chegarmos ao fim da linha do seu lado oposto — do lado onde estamos resolvidos e em paz.</span></p>
<p class="Standard" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph; line-height: 150%;"><span lang="PT" style="font-family: 'Verdana',sans-serif;"><br />
Se está a ler este texto, e se sente a caminhar para o fim desta linha, pare. Não espere que cada passo seja insuportável. Estamos no início da linha, à sua espera, para caminharmos ao seu lado.</span></p>
<p> </p>
</div></div></div></div></div></div><script id="script-row-unique-3" data-row="script-row-unique-3" type="text/javascript" class="vc_controls">UNCODE.initRow(document.getElementById("row-unique-3"));</script></div></div></div>
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		<item>
		<title>Como educar as crianças na era digital?</title>
		<link>https://blindtalk.loadhtl.com/2023/03/20/como-educar-as-criancas-na-era-digital/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rute Barcelos]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Mar 2023 15:01:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde Mental]]></category>
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					<description><![CDATA[Vivemos numa era de absoluta desconexão, embora estejamos cada vez mais ligados e «conectados» através do universo online.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Vivemos numa era de absoluta desconexão, embora estejamos cada vez mais ligados e «conectados» através do universo online. Estamos a ser conduzidos para um estado de abandono pelo ritmo acelerado diário, pelo individualismo, por feridas internas de culpas, medos e raivas, por uma cultura narcísica e pelo hedonismo.</p>
<p>Estudos demonstram que a maior influência da felicidade humana é o afeto, o contacto, o abraço… O ser humano é dependente de relacionamentos, e o toque a cura para a alma.</p>
<p>Cada vez mais observamos um abandono de crianças, jovens e adolescentes que ficam horas diárias, dia após dia, em frente a um monitor.</p>
<p>Nós, adultos/pais, pensamos que os nossos filhos estão distraídos e que se divertem, quando, na verdade, por detrás desse comportamento, estão a distrair-se de uma dor, da falta de conexão, de contacto, de afeto, de familiaridade e direção.</p>
<p>O vício entra onde há uma dor, e as nossas crianças estão a pedir ajuda num grito silencioso. Por detrás de uma criança viciada no digital, há uma criança desesperada por ser cuidada.</p>
<p>Cuidar do outro é uma maneira de cuidarmos de nós. Por detrás da dificuldade de criar uma conexão real, de dar um limite, de preservar os seus valores, estão uma mãe e um pai fragilizados, que acabam por ter um posicionamento parental demasiado permissivo.</p>
<p>Muitas vezes, os pais querem ser «amigos» dos filhos, crendo que o seu papel é fazê-los felizes, acabando, eles próprios, perdidos. É importante o adulto fazer uma simples reflexão: «Estou a ser uma mãe/um pai que se respeita? Tenho orgulho na mãe/no pai que sou?»</p>
<p>A verdade é que é possível resolver duas questões numa só: o adulto, ao cuidar de uma maneira diferente do seu filho, vai aprender a cuidar de uma maneira diferente de si.</p>
<p>É importante entender a natureza e a essência do que um filho realmente precisa para se desenvolver plenamente. Se não entendermos as propriedades e características de um bom desenvolvimento da criança, o adulto perde-se.</p>
<p>De onde vem a nossa força vital? Vem de vínculos, de toque, de limites, de afeto, do sono… Se compreendermos esta natureza das necessidades humanas, conseguimos aceitá-las e comandá-las, ajustando-nos a uma vida mais saudável e equilibrada.</p>
<p>Educar é tudo aquilo que gera saúde ou crescimento nos filhos. Não é bater, castigar, gritar, ignorar, ameaçar. Filhos respeitam pais e mães que se respeitam. A partir do momento em que se torna necessário gritar, bater, castigar, gritar, ignorar, ameaçar, o adulto está a humilhar-se e a retirar autoridade. Educar é comunicação, presença, gestão, negociação, limites e afeto.</p>
<p>Portanto, educar os filhos na era digital é educar para uma mentalidade direcionada para a saúde, para um pensamento reflexivo que ajude o filho a desenvolver e a construir essa autonomia de pensamento.</p>
<p>O uso do monitor devem portanto, ser equilibrado. Dos <u>0 aos 6 anos</u> a criança não deve ter acesso a qualquer tipo de equipamento tecnológico. Nessa fase, precisa de brincar, pintar, saltar, correr, dançar. Deve ter sempre por perto um bloco de papel de desenho, canetas coloridas, plasticina e um jogo. <u>Depois dos 6 anos,</u> a criança pode ter acesso <u>30 minutos</u> por dia. <u>Dos 6 aos 12 anos,</u> deverá usar o digital de <u>30 minutos a 1 hora</u>. Após os <u>12 anos,</u> o jovem deverá usar <u>1 hora diária</u> no máximo.</p>
<p>Felicidade é uma construção diária de uma vida com valores, limites e amor. Há uma confusão entre prazer e felicidade e, por isso, muitas vezes acabamos por aceitar, dar, permitir, pagar, numa tentativa de encontrar atalhos para que o filho seja feliz a qualquer custo. Nesta tentativa, o valor do pai, da mãe, do adulto, acaba por ficar diminuto, porque ele próprio não se ouviu, deixando de dar crédito a si próprio e perdendo-se. Portanto, é mais do que necessário encontrar caminhos, referências, ajuda para recriar valores, regras, afeto e limites. É importante o adulto confiar em si, ouvir-se e decidir querer ser melhor, fazer melhor, aprender mais e entregar-se para uma mudança efetiva de mais felicidade e amor. Consigo mesmo — e com os seus.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
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		<title>«Não contei a ninguém que venho ao psicólogo»</title>
		<link>https://blindtalk.loadhtl.com/2023/03/16/nao-contei-a-ninguem-que-venho-ao-psicologo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Alexandra Caeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Mar 2023 17:42:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Psicoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde Mental]]></category>
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					<description><![CDATA[Um em cada cinco portugueses sofre de uma doença mental (20% da população) e quase 65% das pessoas com uma perturbação psiquiátrica não receberam qualquer tratamento. Mas porque será que isto acontece? ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div data-parent="true" class="vc_row row-container" id="row-unique-4"><div class="row limit-width row-parent"><div class="wpb_row row-inner"><div class="wpb_column pos-top pos-center align_left column_parent col-lg-12 single-internal-gutter"><div class="uncol style-light"  ><div class="uncoltable"><div class="uncell no-block-padding" ><div class="uncont"><div class="uncode_text_column" ><p>Um em cada cinco portugueses sofre de uma doença mental (20% da população) e quase 65% das pessoas com uma perturbação psiquiátrica não receberam qualquer tratamento. Mas porque será que isto acontece? Apesar de a pandemia do COVID-19 ter mudado a forma como a população portuguesa olha para a saúde mental, ainda existe um longo trabalho a fazer para desmistificar as crenças e os mitos associados.</p>
<p>Na minha prática clínica, tenho-me cruzado com algumas pessoas que não contam a ninguém que têm consultas de psicologia, pois têm receio daquilo que os outros possam pensar (ex.: «Estou maluco ou sou um fraco.»).</p>
<p>Quando estamos doentes, não achamos que é sinal de fraqueza procurar um médico; quando queremos emagrecer, não nos consideramos fracos por procurar um nutricionista; então, porque é que procurar apoio psicológico é sinal de fraqueza?</p>
<p>Em parte, isto acontece porque temos uma crença distorcida e generalizada de que devemos ser capazes de enfrentar tudo sozinhos e que qualquer sinal de fraqueza deve ser ocultado. Essa crença é-nos incutida logo na infância, através dos super-heróis que são capazes de enfrentar tudo e todos sozinhos. Negar uma fraqueza pode ser o primeiro passo para intensificá-la e se num dado momento necessitarmos de ajuda psicológica, isso não nos torna fracos e sem valor. Antes pelo contrário: é revelador da nossa coragem e força suficientes para expor as nossas emoções e sentimentos.</p>
<p>Todos nós, nalgum momento das nossas vidas, já passámos por momentos de crise. Nessas alturas, utilizamos os nossos recursos internos e externos para saber lidar com o que sentimos. Nessas alturas, as pessoas que nos rodeiam, como a família e/ou os amigos têm um papel muito importante para o nosso bem-estar. No entanto, em determinada situações, esse apoio pode não ser suficiente e aí é necessário recorrer a um técnico que tenha conhecimentos efectivos para contribuir para uma verdadeira ajuda especializada, que nem a família ou os amigos poderão proporcionar. No entanto, por vezes, quem chega ao acompanhamento psicológico traz consigo a crença de que o psicólogo é um ser com poderes mágicos, que irá fazer desaparecer, como por magia, todos os seus problemas. Não, o psicólogo não tem poderes mágicos e não vai resolver os problemas dos seus pacientes por eles, mas sim ajudá-los na viagem ao encontro do eu mais profundo, dando-lhes uma maior consciência de quem são e de como se relacionam consigo, com os outros e com o mundo que os rodeia, ajudando-os a resolverem as situações que lhes causam dor e sofrimento.</p>
</div></div></div></div></div></div><script id="script-row-unique-4" data-row="script-row-unique-4" type="text/javascript" class="vc_controls">UNCODE.initRow(document.getElementById("row-unique-4"));</script></div></div></div>
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