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	<title>Relação &#8211; BlindTalk</title>
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	<description>— consultas de psicologia online</description>
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	<title>Relação &#8211; BlindTalk</title>
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		<title>Fazer Terapia de Casal: uma Batalha de Amor e Cura</title>
		<link>https://blindtalk.loadhtl.com/2023/09/13/fazer-terapia-de-casal-uma-batalha-de-amor-e-cura/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mafalda Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Sep 2023 13:45:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Relação]]></category>
		<category><![CDATA[Sexologia]]></category>
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					<description><![CDATA[Vivemos numa era de absoluta desconexão, embora estejamos cada vez mais ligados e «conectados» através do universo online.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div data-parent="true" class="vc_row row-container" id="row-unique-0"><div class="row limit-width row-parent"><div class="wpb_row row-inner"><div class="wpb_column pos-top pos-center align_left column_parent col-lg-12 single-internal-gutter"><div class="uncol style-light"  ><div class="uncoltable"><div class="uncell no-block-padding" ><div class="uncont"><div class="uncode_text_column" ><p>Crescemos a ouvir que uma história feliz acaba em «E viveram felizes para sempre». Mas quando crescemos e passamos a ser adultos com relações sérias, que vivem numa realidade e não em histórias ou contos de fadas, percebemos que o «viveram felizes para sempre» não é o final da história. Viver feliz, num relacionamento saudável, é um trabalho diário e muitas vezes mutável e instável.</p>
<p>Vendo por este prisma, é fácil de perceber a nossa relutância em procurar ajuda e terapia de casal quando as nuvens escuras das discussões e dos conflitos se aproximam — tal qual uma tempestade — do nosso relacionamento.</p>
<p>A terapia de casal, embora seja uma ferramenta poderosa para resolver problemas conjugais, enfrenta uma barreira significativa: a resistência emocional e social que impede muitos casais de procurarem o apoio necessário.</p>
<p>No entanto, se queremos uma relação saudável, é essencial olhar para a procura de ajuda terapêutica como um ato corajoso e um investimento valioso no fortalecimento e na revitalização do relacionamento, para que seja possível redescobrir a felicidade de estarem juntos.</p>
<p>Para ultrapassar essas dificuldades, é importante termos atenção aos seguintes pontos:<br />
— reconhecer a necessidade de ajuda — conseguir ultrapassar determinados obstáculos por conta própria nem sempre é possível, sendo fundamental reconhecermos quando a situação está além das nossas habilidades;<br />
— estar na mesma página — os membros do casal têm de estar dispostos a procurar ajuda para conseguirem alcançar a felicidade no relacionamento. A terapia de casal é um processo colaborativo, onde ambos os parceiros têm a oportunidade de crescer e se desenvolver, individualmente e em conjunto;<br />
— aceitar a batalha de cura — a terapia de casal envolve autorreflexão e exploração de dinâmicas e padrões negativos que podem estar a afetar o relacionamento. Isto requer honestidade, vulnerabilidade e disposição para fazer mudanças;<br />
— reconhecer a importância da comunicação — um dos principais objetivos da terapia de casal é melhorar a comunicação no relacionamento. Assim, é trabalhado o desenvolvimento de habilidades de comunicação saudáveis, com foco na clareza e no respeito mútuo, incentivando a escuta ativa e a empatia;<br />
— reconstruir a conexão — durante a terapia de casal, são propostos alguns exercícios e atividades para alcançar a reconexão do casal, com vista a fortalecer a sua intimidade e confiança mútua.<br />
Depois de ter em conta estes pontos, procurar ajuda em terapia de casal não é um sinal de fraqueza, mas sim de coragem e compromisso em salvar o nosso «viveram felizes para sempre». É uma oportunidade de explorar questões profundas (talvez nunca exploradas), desenvolver habilidades de comunicação e reconstruir a conexão emocional. Com a terapia de casal, ambos podem embarcar numa jornada de amor e cura, e encontrar a felicidade compartilhada que tanto desejam.</p>
<p>Não hesite em procurar ajuda: o amor e a cura estão a um passo de distância.</p>
</div></div></div></div></div></div><script id="script-row-unique-0" data-row="script-row-unique-0" type="text/javascript" class="vc_controls">UNCODE.initRow(document.getElementById("row-unique-0"));</script></div></div></div>
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		<title>Pedir ajuda é plural</title>
		<link>https://blindtalk.loadhtl.com/2022/12/27/pedir-ajuda-e-plural/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gonçalo Neves]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Dec 2022 12:47:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Relação]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde Mental]]></category>
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					<description><![CDATA[Para o Natal de 2022, a Vodafone Portugal preparou uma campanha cujo tema é a saúde mental. A campanha procura normalizar a partilha de sentimentos e a procura de ajuda psicológica, questões muito pertinentes e, como tal, com alvos essenciais de visibilidade por parte das marcas.
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Para o Natal de 2022, a Vodafone Portugal preparou uma campanha cujo tema é a saúde mental. A campanha procura normalizar a partilha de sentimentos e a procura de ajuda psicológica, questões muito pertinentes e, como tal, com alvos essenciais de visibilidade por parte das marcas.</p>
<p>Na Blindtalk, valorizamos todas as acções que possam chamar à atenção para estas questões, pois também são a razão do nosso projecto. No entanto, o tema é complexo e os anúncios de televisão são limitados na quantidade e qualidade de informação que conseguem partilhar, pelo que todo o esclarecimento é pouco, neste empreendimento que é a normalização da ajuda psicológica. Devo dizer que não sou o maior adepto da romantização destes temas. Percebo a tentação de «retirar peso» à mensagem, mas esta é mesmo pesada e, não raras vezes, contém uma linha que separa o viver do não viver. São necessários olhares concretos e objectivos e nunca, em momento algum, podemos deixar o curso destas problemáticas ao acaso.</p>
<p>Pedir ajuda é muito difícil e pode até parecer um beco sem saída: se não peço ajuda, posso ficar congelado na minha vida, mas, se penso em pedir ajuda, sou assaltado pelo medo de ser mal acolhido. Num processo tão delicado, todos contamos, pelo que me parece pertinente explorar alguns pontos fundamentais que podem — e devem — ser usados como orientadores desta experiência.</p>
<p>A premissa mais importante a compreender é a de que o sofrimento psicológico não é um problema individual. A dificuldade nasce sempre da relação interpessoal e é frequente que a procura de ajuda psicológica não aconteça devido às pessoas próximas. Estereótipos e informação errada acerca da saúde mental complicam algo que poderia ser simples. Mas, infelizmente, ainda são muito comuns comentários como «isso não é nada», «isso está na tua cabeça», «precisas é de te ocupar, vais ver que isso desaparece», «só não passas à frente, porque não queres», «isso são manias», «és fraco da cabeça», «és muito sensível»… a lista é interminável.</p>
<p>Preconceitos todos temos, mesmo quando não nos apercebemos deles. No fundo, esse é o resumo do problema da saúde mental: as pessoas pensam que só está na cabeça delas aquilo que conseguem pensar, e logo essa, que é a menor parte. Lembra-se daquela metáfora freudiana, que compara a mente à ponta de um icebergue? É muito <em>kitsch</em>, mas também é muito verdade. São esses preconceitos que eu desconheço em mim, que me impedem de incentivar alguém a procurar ajuda especializada com psicólogos, e receberem, assim, a ajuda adequada. As pessoas próximas estão, frequentemente, mais bem colocadas para se aperceberem de que algo de diferente se está a passar com alguém, embora não seja menos frequente a impossibilidade de notar alterações em quem está a sofrer. Infelizmente, para estas últimas são precisas medidas que não estão ao alcance de familiares e amigos, pelo que aqui me concentro no possível. Não é incomum que a pessoa em sofrimento negue o seu sofrimento. Isto pode acontecer por, pelo menos, dois motivos: a pessoa sabe que está mal, mas ainda não encontrou forma de falar nisso; ou, também frequente, a pessoa não se apercebe de que está mal, ainda que isso possa ser óbvio para as pessoas à sua volta. Qualquer dos casos pode ser muito frustrante para quem tem de lidar com o resultado da perturbação no quotidiano, até ao ponto de perguntar, repetidamente, «porque não pedes ajuda?». É neste ponto que proponho um exercício de empatia. Em boa verdade, se fez esta pergunta, é provável que nunca tenha estado numa situação-limite. Ainda bem. Mas eu não estaria a escrever para um ser humano se, quem me lê, não tiver experimentado em algum momento o sentimento de ira. Nesses momentos, conseguiu conversar? Pensar? Talvez tenha tido de esperar algum tempo. E como o tempo é subjectivo — e o tempo mental é diferente do tempo cronológico—, ficamos com a certeza de que cada um terá o seu tempo e que não há razão para que esse não seja respeitado. Será necessária muita paciência e encorajamento para que a situação se possa encaminhar da melhor forma.</p>
<p>Termino, propondo um segundo exercício, que estará equiparado a um acto de bravura. A pergunta a fazer a si próprio é simples: qual a minha contribuição para que aquela pessoa não consiga pedir ajuda? Posso dar uma ajuda para encontrar a resposta: se lidar com este tipo de situação sem crítica, sem acusações, sem insistência, sem julgamento, e respeitando o tempo da pessoa, poderemos afirmar, com relativa segurança, que não está a ser um impedimento para esse pedido de ajuda.</p>
<p>O caminho para entender o que se passa com outra pessoa passa, inevitavelmente, por nos conhecermos a nós próprios. Apenas nos podemos aproximar da experiência de outra pessoa se nos tentarmos colocar no seu lugar. É só uma aproximação, mas é muito valiosa para as duas pessoas envolvidas.</p>
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		<title>No centro de tudo está a relação</title>
		<link>https://blindtalk.loadhtl.com/2022/11/22/no-centro-de-tudo-esta-a-relacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Filipe Albuquerque]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Nov 2022 12:08:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Relação]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia Clínica]]></category>
		<category><![CDATA[Relações violentas]]></category>
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					<description><![CDATA[«As pessoas não percebem porquê, mas eu não consigo sair da relação em que estou. Eu sei que me faz mal (muito mal!), mas não consigo deixá-la. As pessoas só veem as alturas em que ela me trata como se eu não valesse nada, mas há outras em que ela me faz sentir tão bem — dá-me carinhos e afetos como nunca ninguém o fez, faz-me sentir único, especial… —, eu não consigo deixar esta relação. As pessoas não percebem, nunca vão perceber…». Várias foram as vezes em que ouvi relatos como este, que tão bem ilustram a dinâmica das relações violentas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>«As pessoas não percebem porquê, mas eu não consigo sair da relação em que estou. Eu sei que me faz mal (muito mal!), mas não consigo deixá-la. As pessoas só veem as alturas em que ela me trata como se eu não valesse nada, mas há outras em que ela me faz sentir tão bem — dá-me carinhos e afetos como nunca ninguém o fez, faz-me sentir único, especial… —, eu não consigo deixar esta relação. As pessoas não percebem, nunca vão perceber…». Várias foram as vezes em que ouvi relatos como este, que tão bem ilustram a dinâmica das relações violentas.</p>
<p>Esta caracteriza-se por um ciclo composto por três fases: o aumento da tensão, o ataque violento e a lua-de-mel. O ciclo é contínuo e sistemático, podendo variar em duração e intensidade (Associação Portuguesa de Apoio à Vítima, 2010).<br />
A fase do aumento da tensão corresponde à altura em que as discórdias entre o casal vão sendo mais frequentes e/ou mais intensas, aumentando a sensação de iminência de um ataque violento, bem como o medo a que esta sensação corresponde.</p>
<p>Esta fase culmina no ataque violento, que pode corresponder a uma agressão verbal, física, sexual, social ou a uma combinação destas. Este ataque pode ser mais ou menos violento, mas a situação mais comum é que aumente de intensidade à medida que a relação avança.</p>
<p>A lua-de-mel corresponde à fase em que a pessoa que agrediu a outra pede desculpa, mostra arrependimento, faz juras de amor eterno e promessas de mudança. Infelizmente, a situação mais comum não é a mudança de comportamento da pessoa que agride, mas o início de um novo ciclo.<br />
Embora muitas vezes possa ser difícil perceber para quem está de fora, a relação não se cinge à fase do ataque violento. É pela dinâmica do ciclo (e não pela existência de agressões!) que é tão difícil para as pessoas que são agredidas saírem de uma relação violenta.</p>
<p>Naturalmente, estamos a falar de relações humanas. Como tal, existem outras variáveis na equação: os fatores económico-sociais; as crenças face a si próprio/a, aos outros e ao mundo; e as expectativas depositadas nesta relação particular têm um papel muito importante. Além destas, existe um denominador comum a estas relações: o medo. O medo é uma emoção que bloqueia. O medo faz-nos ficar no sítio em que estamos, embora muitas vezes este seja o sítio que nos faz estar mal.<br />
Pode haver quem não perceba, mas não será o caso de um(a) profissional. Um(a) profissional ajudá-lo/a-á a identificar o ciclo da sua relação; ajudá-lo/a-á a conhecer-se a si próprio/a; ajudá-la/o-á a perceber melhor de que forma é que se relaciona consigo, com os outros e com o mundo, para poder mudar as crenças que tem hoje, aqui e agora. Mudando estas crenças, conseguirá mudar o comportamento que delas decorre. Conseguirá quebrar o ciclo supramencionado e sair dessa relação.<br />
Pode haver quem não perceba, mas acredito que não seja o seu caso. Peça ajuda.</p>
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