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	<title>Família &#8211; BlindTalk</title>
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	<description>— consultas de psicologia online</description>
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	<title>Família &#8211; BlindTalk</title>
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	<item>
		<title>O Processo de Luto</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Inês Lopes Marques]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Sep 2023 15:36:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Psicoterapia]]></category>
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					<description><![CDATA[ Em toda a nossa vida, passamos pela experiência do luto — afinal, este faz parte do nosso desenvolvimento enquanto pessoas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O luto é uma resposta normal e natural à perda de alguém ou de algo que é importante para nós. Esta perda é um processo complexo e multifacetado que pode ter um impacto significativo no nosso bem-estar emocional, físico e social.</p>
<p>Este processo pode manifestar-se de diversas formas e não existe uma maneira «certa» de sofrer.</p>
<p>Algumas pessoas podem sentir emoções intensas, como tristeza, raiva ou culpa, embora outras possam sentir-se anestesiadas ou desconectadas em relação às emoções que sentem. Podem também surgir sintomas físicos, como fadiga, perturbações do sono ou alterações no apetite.</p>
<p>Este processo pode tornar-se ainda mais complicado devido a fatores relacionados com a natureza da perda, o relacionamento do indivíduo com a pessoa ou coisa que foi perdida e a estrutura de apoio de que o individuo dispõe, entre outras. Por exemplo, o luto pode ser mais difícil de processar se a perda foi repentina, inesperada ou traumática, ou se o indivíduo teve um relacionamento complicado ou conflituoso com a pessoa que morreu.</p>
<p>O luto é um processo que se desenvolve ao longo do tempo e onde podem existir diferentes estágios, incluindo negação, raiva, revolta, depressão e aceitação. No entanto, é importante observar que nem todos passarão por todos eles e que podem não ocorrer numa ordem linear ou previsível.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O acompanhamento psicológico pode desempenhar um papel importante na travessia do processo de luto. A terapia pode ajudar a:</p>
<p>— compreender e aceitar os sentimentos de tristeza, raiva, culpa, solidão e outras emoções que podem surgir durante o processo de luto;</p>
<p>— lidar com a dor emocional associada à perda;</p>
<p>— identificar e processar pensamentos e sentimentos em relação à pessoa que faleceu;</p>
<p>— encontrar maneiras saudáveis de lidar com o stress e a ansiedade associados à perda;</p>
<p>— desenvolver estratégias para lidar com os desafios da vida diária, como enfrentar datas importantes, atividades que costumavam ser realizadas em conjunto com a pessoa que faleceu, identificar e desafiar pensamentos e crenças desnecessárias que podem estar a potenciar a sua dor;</p>
<p>— encontrar significado e propósito na sua vida após a perda.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em alguns casos, estes sentimentos podem-se transformar em depressão.</p>
<p>A depressão após a perda de alguém pode manifestar-se de várias maneiras, incluindo:</p>
<p>— sentimentos de tristeza e desespero que não melhoram com o tempo;</p>
<p>— falta de interesse em atividades que antes eram prazerosas;</p>
<p>— dificuldade em dormir ou dormir em demasia;</p>
<p>— falta de energia e fadiga constante;</p>
<p>— dificuldade em concentrar-se ou tomar decisões;</p>
<p>— alterações no apetite ou no peso;</p>
<p>— sentimentos de culpa ou inutilidade;</p>
<p>— pensamentos de morte ou suicídio.</p>
<p>Se estiver perante estes sintomas após a perda de alguém, é importante procurar ajuda profissional. Um profissional de saúde mental pode ajudar a determinar se esses sintomas são causados por uma depressão e fornecer um tratamento apropriado. Afinal, a terapia pode ajudar a pessoa enlutada a lidar com as suas emoções e a desenvolver estratégias para lidar com a dor emocional.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Quero, Posso e Mando!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Bruno Braz]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Sep 2023 15:26:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Psicoterapia]]></category>
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					<description><![CDATA[ Em toda a nossa vida, passamos pela experiência do luto — afinal, este faz parte do nosso desenvolvimento enquanto pessoas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>É importante recordar que todas as crianças põem à prova as regras e as ordens impostas pelos pais, particularmente se, no passado, estas não tiverem sido aplicadas de forma consistente. As crianças só podem aprender que se espera delas um bom comportamento, se constatarem que o comportamento incorreto sofre consequências sistemáticas. A investigação refere que as crianças desobedecem aos pais em cerca de 30 por cento das vezes. As crianças pequenas protestam, gritam e fazem birra quando lhes tiram um brinquedo ou as proíbem de fazer algo que desejam. As crianças em idade escolar, por seu lado, também reagem mal e protestam quando lhes proíbem uma atividade ou recusam um objeto. É um comportamento normal, uma expressão saudável da necessidade de independência e autonomia da criança. Lembre-se de que os seus filhos estão apenas a testar as suas regras para ver se é consistente na sua aplicação. Se não for, então, da próxima vez, irão provavelmente elevar o teste.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Dar ordens de forma eficaz não pressupõe que se seja autoritário ou rígido. Devemos pensar bem antes de dar uma ordem, para ter a certeza de que é necessária e de que estamos preparados para aplicar as consequências. É importante encontrar um equilíbrio entre as escolhas da criança e as regras do adulto. Por vezes, é possível envolver os seus filhos na decisão sobre uma determinada regra, funcionando melhor com crianças com mais de 4 anos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Caso não alteremos a nossa atuação com as nossas crianças, estas podem desenvolver perturbações disruptivas, do controlo dos impulsos e do comportamento, que incluem problemas de autocontrolo das emoções e dos comportamentos. Sendo um padrão frequente e persistente de humor zangado/irritável, comportamento conflituoso/desafiante e, por vezes, comportamento vingativo. Esta sintomatologia pode estar confinada a um contexto, sendo o mais frequente a sua casa. No entanto, em casos mais graves, os sintomas poderão estar presentes em vários contextos. Pode, na fase da adolescência, remeter para problemas de comportamentos de risco, ideação suicida, depressão, comportamentos auto-lesivos e delinquência.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Caso se reveja neste tipo de situações, não hesite em contactar-me.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Cuide de si, cuide da sua saúde mental.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Voz da Ausência</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joana Barbosa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Sep 2023 15:07:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Psicoterapia]]></category>
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					<description><![CDATA[ Em toda a nossa vida, passamos pela experiência do luto — afinal, este faz parte do nosso desenvolvimento enquanto pessoas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong> </strong>Em toda a nossa vida, passamos pela experiência do luto — afinal, este faz parte do nosso desenvolvimento enquanto pessoas.</p>
<p>Mas o que é, realmente, o luto? O luto é um processo para lidar com uma perda, uma ausência de alguém ou de algo, e é tão único quanto pessoal. Cada luto é diferente do outro, até na mesma pessoa, dependendo da sua história de vida, do contexto em que está inserida e dos apoios que têm à disposição. Este pode ter uma valência emocional positiva ou negativa, seja o sentimento de alívio por terminar uma relação tóxica, seja, por outro lado, a presença de um enorme sofrimento pela perda, que nos faz doer o peito e chorar até ficar sem ar.</p>
<p>E quanto tempo tem o luto? O tempo de cada um. No fundo, o tempo de que necessitar para sentir tudo o que quer. O tempo da dor não é o tempo do relógio, e pode demorar até que surja o sentimento de saudade boa, com recordações felizes.</p>
<p>O luto é também partilhado com quem o(a) rodeia, uma vez que a variabilidade de resposta no luto está relacionada com os recursos que cada pessoa tem (e que podemos utilizar como mais-valia na nossa intervenção). Aprendemos que o que acontece antes da morte de alguém tem uma grande influência na forma como este luto é vivenciado, por isso, este apoio é crucial. Se houver uma preparação, uma despedida, conseguimos intervir para que exista uma melhor rede de suporte, guiá-lo(a) e ouvi-lo(a).</p>
<p>Aprendemos que o processo de luto se organiza em cinco estágios: a negação, em que a perda ainda não integrou a realidade e a ideia da perda é rejeitada; a revolta/raiva, onde sente a ausência e quer culpar a pessoa que já não está presente; a negociação, que reside em querer fazer algo em troca do regresso dessa pessoa; a depressão, onde sente que a ausência é definitiva; e a aceitação, onde consegue viver sem essa pessoa e quebrar o vínculo emocional, integrando essa perda como definitiva. É importante perceber que este processo não é linear: pode haver avanços e recuos, e fases que ocorrem em simultâneo.</p>
<p>É aqui que nós, psicólogos, entramos, orientando e apoiando neste processo, intervindo em cada etapa de uma maneira pessoal e intransmissível, e deixando que esta guie o ritmo da intervenção.</p>
<p>Nesta intervenção, temos de desconstruir o mundo imaginário que possa ter sido construído com os condicionais — os famosos «E se», acompanhando-o(a) no processo de perceber a ausência como real e enfrentar a irreversibilidade da perda; ajudá-lo(a) a adaptar-se à nova realidade sem a presença da outra pessoa, aprendendo a viver sem ela; e ajudar a encontrar as suas próprias estratégias para voltar a ser feliz, provando que existe muito mais à sua volta e que vale a pena viver.</p>
<p>No fim, o luto vira saudade — uma saudade boa, com um sorriso, onde terminamos a nossa intervenção.</p>
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		<item>
		<title>Fazer Terapia de Casal: uma Batalha de Amor e Cura</title>
		<link>https://blindtalk.loadhtl.com/2023/09/13/fazer-terapia-de-casal-uma-batalha-de-amor-e-cura/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mafalda Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Sep 2023 13:45:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Relação]]></category>
		<category><![CDATA[Sexologia]]></category>
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					<description><![CDATA[Vivemos numa era de absoluta desconexão, embora estejamos cada vez mais ligados e «conectados» através do universo online.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div data-parent="true" class="vc_row row-container" id="row-unique-0"><div class="row limit-width row-parent"><div class="wpb_row row-inner"><div class="wpb_column pos-top pos-center align_left column_parent col-lg-12 single-internal-gutter"><div class="uncol style-light"  ><div class="uncoltable"><div class="uncell no-block-padding" ><div class="uncont"><div class="uncode_text_column" ><p>Crescemos a ouvir que uma história feliz acaba em «E viveram felizes para sempre». Mas quando crescemos e passamos a ser adultos com relações sérias, que vivem numa realidade e não em histórias ou contos de fadas, percebemos que o «viveram felizes para sempre» não é o final da história. Viver feliz, num relacionamento saudável, é um trabalho diário e muitas vezes mutável e instável.</p>
<p>Vendo por este prisma, é fácil de perceber a nossa relutância em procurar ajuda e terapia de casal quando as nuvens escuras das discussões e dos conflitos se aproximam — tal qual uma tempestade — do nosso relacionamento.</p>
<p>A terapia de casal, embora seja uma ferramenta poderosa para resolver problemas conjugais, enfrenta uma barreira significativa: a resistência emocional e social que impede muitos casais de procurarem o apoio necessário.</p>
<p>No entanto, se queremos uma relação saudável, é essencial olhar para a procura de ajuda terapêutica como um ato corajoso e um investimento valioso no fortalecimento e na revitalização do relacionamento, para que seja possível redescobrir a felicidade de estarem juntos.</p>
<p>Para ultrapassar essas dificuldades, é importante termos atenção aos seguintes pontos:<br />
— reconhecer a necessidade de ajuda — conseguir ultrapassar determinados obstáculos por conta própria nem sempre é possível, sendo fundamental reconhecermos quando a situação está além das nossas habilidades;<br />
— estar na mesma página — os membros do casal têm de estar dispostos a procurar ajuda para conseguirem alcançar a felicidade no relacionamento. A terapia de casal é um processo colaborativo, onde ambos os parceiros têm a oportunidade de crescer e se desenvolver, individualmente e em conjunto;<br />
— aceitar a batalha de cura — a terapia de casal envolve autorreflexão e exploração de dinâmicas e padrões negativos que podem estar a afetar o relacionamento. Isto requer honestidade, vulnerabilidade e disposição para fazer mudanças;<br />
— reconhecer a importância da comunicação — um dos principais objetivos da terapia de casal é melhorar a comunicação no relacionamento. Assim, é trabalhado o desenvolvimento de habilidades de comunicação saudáveis, com foco na clareza e no respeito mútuo, incentivando a escuta ativa e a empatia;<br />
— reconstruir a conexão — durante a terapia de casal, são propostos alguns exercícios e atividades para alcançar a reconexão do casal, com vista a fortalecer a sua intimidade e confiança mútua.<br />
Depois de ter em conta estes pontos, procurar ajuda em terapia de casal não é um sinal de fraqueza, mas sim de coragem e compromisso em salvar o nosso «viveram felizes para sempre». É uma oportunidade de explorar questões profundas (talvez nunca exploradas), desenvolver habilidades de comunicação e reconstruir a conexão emocional. Com a terapia de casal, ambos podem embarcar numa jornada de amor e cura, e encontrar a felicidade compartilhada que tanto desejam.</p>
<p>Não hesite em procurar ajuda: o amor e a cura estão a um passo de distância.</p>
</div></div></div></div></div></div><script id="script-row-unique-0" data-row="script-row-unique-0" type="text/javascript" class="vc_controls">UNCODE.initRow(document.getElementById("row-unique-0"));</script></div></div></div>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Como educar as crianças na era digital?</title>
		<link>https://blindtalk.loadhtl.com/2023/03/20/como-educar-as-criancas-na-era-digital/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rute Barcelos]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Mar 2023 15:01:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde Mental]]></category>
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					<description><![CDATA[Vivemos numa era de absoluta desconexão, embora estejamos cada vez mais ligados e «conectados» através do universo online.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Vivemos numa era de absoluta desconexão, embora estejamos cada vez mais ligados e «conectados» através do universo online. Estamos a ser conduzidos para um estado de abandono pelo ritmo acelerado diário, pelo individualismo, por feridas internas de culpas, medos e raivas, por uma cultura narcísica e pelo hedonismo.</p>
<p>Estudos demonstram que a maior influência da felicidade humana é o afeto, o contacto, o abraço… O ser humano é dependente de relacionamentos, e o toque a cura para a alma.</p>
<p>Cada vez mais observamos um abandono de crianças, jovens e adolescentes que ficam horas diárias, dia após dia, em frente a um monitor.</p>
<p>Nós, adultos/pais, pensamos que os nossos filhos estão distraídos e que se divertem, quando, na verdade, por detrás desse comportamento, estão a distrair-se de uma dor, da falta de conexão, de contacto, de afeto, de familiaridade e direção.</p>
<p>O vício entra onde há uma dor, e as nossas crianças estão a pedir ajuda num grito silencioso. Por detrás de uma criança viciada no digital, há uma criança desesperada por ser cuidada.</p>
<p>Cuidar do outro é uma maneira de cuidarmos de nós. Por detrás da dificuldade de criar uma conexão real, de dar um limite, de preservar os seus valores, estão uma mãe e um pai fragilizados, que acabam por ter um posicionamento parental demasiado permissivo.</p>
<p>Muitas vezes, os pais querem ser «amigos» dos filhos, crendo que o seu papel é fazê-los felizes, acabando, eles próprios, perdidos. É importante o adulto fazer uma simples reflexão: «Estou a ser uma mãe/um pai que se respeita? Tenho orgulho na mãe/no pai que sou?»</p>
<p>A verdade é que é possível resolver duas questões numa só: o adulto, ao cuidar de uma maneira diferente do seu filho, vai aprender a cuidar de uma maneira diferente de si.</p>
<p>É importante entender a natureza e a essência do que um filho realmente precisa para se desenvolver plenamente. Se não entendermos as propriedades e características de um bom desenvolvimento da criança, o adulto perde-se.</p>
<p>De onde vem a nossa força vital? Vem de vínculos, de toque, de limites, de afeto, do sono… Se compreendermos esta natureza das necessidades humanas, conseguimos aceitá-las e comandá-las, ajustando-nos a uma vida mais saudável e equilibrada.</p>
<p>Educar é tudo aquilo que gera saúde ou crescimento nos filhos. Não é bater, castigar, gritar, ignorar, ameaçar. Filhos respeitam pais e mães que se respeitam. A partir do momento em que se torna necessário gritar, bater, castigar, gritar, ignorar, ameaçar, o adulto está a humilhar-se e a retirar autoridade. Educar é comunicação, presença, gestão, negociação, limites e afeto.</p>
<p>Portanto, educar os filhos na era digital é educar para uma mentalidade direcionada para a saúde, para um pensamento reflexivo que ajude o filho a desenvolver e a construir essa autonomia de pensamento.</p>
<p>O uso do monitor devem portanto, ser equilibrado. Dos <u>0 aos 6 anos</u> a criança não deve ter acesso a qualquer tipo de equipamento tecnológico. Nessa fase, precisa de brincar, pintar, saltar, correr, dançar. Deve ter sempre por perto um bloco de papel de desenho, canetas coloridas, plasticina e um jogo. <u>Depois dos 6 anos,</u> a criança pode ter acesso <u>30 minutos</u> por dia. <u>Dos 6 aos 12 anos,</u> deverá usar o digital de <u>30 minutos a 1 hora</u>. Após os <u>12 anos,</u> o jovem deverá usar <u>1 hora diária</u> no máximo.</p>
<p>Felicidade é uma construção diária de uma vida com valores, limites e amor. Há uma confusão entre prazer e felicidade e, por isso, muitas vezes acabamos por aceitar, dar, permitir, pagar, numa tentativa de encontrar atalhos para que o filho seja feliz a qualquer custo. Nesta tentativa, o valor do pai, da mãe, do adulto, acaba por ficar diminuto, porque ele próprio não se ouviu, deixando de dar crédito a si próprio e perdendo-se. Portanto, é mais do que necessário encontrar caminhos, referências, ajuda para recriar valores, regras, afeto e limites. É importante o adulto confiar em si, ouvir-se e decidir querer ser melhor, fazer melhor, aprender mais e entregar-se para uma mudança efetiva de mais felicidade e amor. Consigo mesmo — e com os seus.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Burnout parental: quando os pais se sentem exaustos</title>
		<link>https://blindtalk.loadhtl.com/2022/11/22/burnout-parental-quando-os-pais-se-sentem-exaustos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Vanessa Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Nov 2022 15:53:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Burnout parental]]></category>
		<category><![CDATA[Pais exaustivos]]></category>
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					<description><![CDATA[A parentalidade é uma tarefa a tempo inteiro e as agendas dos adultos e das crianças são cada vez mais exigentes. Atualmente, vemos crianças com horários quase tão preenchidos como os adultos. No entanto, por vezes, as exigências profissionais não se compadecem da exaustão física e emocional e continuam a existir objetivos e prazos para cumprir todos os dias.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A parentalidade é uma tarefa a tempo inteiro e as agendas dos adultos e das crianças são cada vez mais exigentes. Atualmente, vemos crianças com horários quase tão preenchidos como os adultos. No entanto, por vezes, as exigências profissionais não se compadecem da exaustão física e emocional e continuam a existir objetivos e prazos para cumprir todos os dias. A velocidade está impressa nas nossas vidas e responsabilidades adicionais (como a realização de todas as tarefas inerentes à manutenção da casa), e pode retirar tempo para a família, o que faz aumentar a pressão sobre os pais.<br />
Assistimos, atualmente, a muitas famílias com dificuldade em gerir o tempo para a família e, sobretudo, o tempo disponível para dedicar aos filhos, o que pode potenciar o aparecimento de problemas emocionais e tornar a relação familiar mais desafiante.<br />
Quando surge um desequilíbrio entre as exigências que se colocam ao exercício do papel parental e os «recursos» que coexistem para lidar com elas, podemos falar de stress parental. Quando este é prolongado, pode levar a uma parentalidade disfuncional com consequências negativas para o desenvolvimento das crianças.<br />
Esta forma de stress pode apresentar níveis de severidade que se estendem ao longo de um continuum que integra o burnout parental — condição de saúde mental caracterizada por distanciamento emocional e perda de prazer em estar com os filhos, exaustão e sensação de ineficácia em relação aos papéis parentais, resultante do acúmulo de tarefas. Este pode culminar, no limite, num quadro depressivo. O conceito de burnout parental surgiu nos anos 1980, mas só recentemente começou a ter mais destaque em virtude da pandemia e do teletrabalho (com a circunscrição à habitação).<br />
Alguns dos sintomas podem incluir alternações do padrão do sono, no apetite, alterações de humor frequentes, irritabilidade fácil, distanciamento emocional, frustração constante no papel de pai/mãe, dificuldade na gestão das emoções, menor produtividade e maior cansaço físico e emocional.<br />
Os fatores de risco que contribuem para elevados níveis de stress parental são múltiplos e resultam das características dos pais, dos filhos, do funcionamento familiar e do meio ambiente, podendo variar em frequência, duração e intensidade.<br />
Seja a amigos ou a familiares, pedir ajuda é fundamental para uma melhor gestão e apoio na rotina diária. Recorrer à ajuda de um profissional de saúde como um psicólogo(a) pode ser igualmente essencial para ajudar a ultrapassar as dificuldades sentidas e a recuperar a saúde emocional.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>É preciso respeitar os filhos</title>
		<link>https://blindtalk.loadhtl.com/2022/11/21/e-preciso-respeitar-os-filhos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Cátia Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Nov 2022 17:25:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Casal com Filhos]]></category>
		<category><![CDATA[Filhos]]></category>
		<category><![CDATA[Separação Conjugal]]></category>
		<category><![CDATA[Separação parental]]></category>
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					<description><![CDATA[A regulação do exercício das responsabilidades parentais (RERP), é cada vez mais, um tema em discussão.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A regulação do exercício das responsabilidades parentais (RERP), é cada vez mais, um tema em discussão. Com a elevada taxa de divórcios existente atualmente, os casais confundem a separação conjugal da separação parental e é neste ponto que surgem os maiores conflitos e confusões de papéis, muitas vezes os casais acabam por utilizar a separação parental como um prolongamento da separação conjugal. No entanto a separação parental não é possível, porque ninguém pode deixar de ser pai ou mãe, esse é um vínculo indissociável.</p>
<p>Quando um casal com filhos se separa, nem sempre tem em conta os direitos e os interesses das crianças e acabam por entrar numa guerra onde quem mais sofre, são curiosamente, quem os pais dizem que querem proteger – os filhos.</p>
<p>Numa tentativa, muitas das vezes egoísta, os progenitores acabam por tratar as crianças como objetos, não tendo qualquer respeito pela sua individualidade, apesar de serem menores, os pais têm que ter consciência que aqueles seres têm necessidades, vontades, desejos e direitos e que não vale tudo só para atingir o outro, aliás não vale nada para atingir o outro, a única coisa realmente importante é assegurar o bem-estar daquela criança.</p>
<p>As crianças não podem ser tratadas como máquinas, não se pode pedir a uma criança que está a brincar, “agora vais para o sofá, sentas-te direito e vais falar ao telefone, sem distrações” ou “essas brincadeiras tens na outra casa, aqui em casa não se brinca assim”, ou ainda “essa roupa não é desta casa, aqui em casa tens outra roupa, essa voltas a vestir quando fores embora”, os exemplos podem ser inúmeros e todos eles constituem uma violência gigante para aquela criança.</p>
<p>É urgente, que todos entendam que a guarda partilhada não tem que ser uma regra, que a guarda entregue em exclusivo à mãe também não tem que ser uma regra, nestes casos a regra é, não existirem regras, é saber ouvir a criança, perceber que cada caso é único e que deve ser estudado como tal, que se devem perceber as dinâmicas familiares, o envolvimento com a família restrita, mas também com a família alargada, avós, tios, primos, padrinhos. Os laços familiares são importantes para um crescimento saudável, e o convívio com ambos os progenitores é preditor de um ajustamento saudável da criança à nova condição familiar em que se encontra, mas não é preciso que os pais contem os minutos e os segundos em que cada um está com o filho; isto não é saudável.</p>
<p>Mais importante que o tempo que os pais passam com os filhos, é o que fazem com ele, a relação afetiva desenvolve-se pelas ações, pelos comportamentos, pelas demonstrações de afeto e não porque o tempo se divide exatamente da mesma forma entre ambos os progenitores, o tempo deve ser divido tendo em conta as necessidades e o bem-estar das crianças.</p>
<p>É preciso respeitar os filhos, saber ouvi-los e protegê-los de uma guerra que não passa de egoísmo dos pais, na tentativa de ferir o outro.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
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